domingo, 15 de março de 2015

Dicionário feito por crianças revela um mundo que os adultos não enxergam mais

Olá leitores!

Vi uma postagem no site Repertório Criativo e achei muito interessante para trazer para vocês. 


"Em abril, aconteceu a Feira do Livro de Bogotá e um dos maiores sucessos foi um livro chamado "Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças". Nele, há um dicionário com mais de 500 definições para 133 palavras, de A a Z, feitas por crianças.

O curioso deste "dicionário infantil" é como as crianças definem o mundo através daquilo que os adultos já não conseguem perceber. O autor do livro é o professor Javier Naranjo, que compilou informações durante dez anos durante as aulas. Ele conta que a ideia surgiu quando ele pediu aos seus alunos para definirem a palavra criança e uma das respostas que lhe chamou atenção foi: uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir cedo.

Veja outros verbetes do livro:

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

Camponês: Um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

Dinheiro: Coisas de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

Inveja: Atirar pedras nos inimigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

Solidão: A tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

Violência: Parte ruim da paz (Sara Nartínez, 7 anos)"

Achei as definições incríveis. E, como disse uma mulher nos comentários, "As crianças enxergam. Os adultos olham... e muito rápido!"

Fui pesquisar, e o livro foi lançado no Brasil pela Editora Foz. Ele está um preço mais acessível no site da Fnac (clique aqui). Estou muito ansiosa para ler e espero adquirir o livro em breve.

Beijos e até mais!

3 comentários:

  1. olha só a inocência infantil! adorei as respostas criativas
    Quando der, de uma passada no blog, adorarei sua visitinha!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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    1. Olá Thaila,
      Achei muito lindo toda essa inocência e, como nós deixamos de ver isso não é mesmo?
      Queria não ter perdido isso!
      Beijos

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  2. Oi Bruna,
    Muito criativa essa premissa!
    Isso me lembrou uma frase do Pequeno Principe:
    "O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração." :)

    Adorei o post, vou procurar mais sobre o livro.
    Beijos!
    http://choqueliterario.blogspot.com.br/

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