quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cidades de Papel

Sensível e divertido

“Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um prêmio Nobel, nem ter um câncer terminal de ouvido. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós. Eu poderia ter presenciado uma chuva de sapos. Poderia ter me casado com a rainha da Inglaterra ou sobrevivido meses à deriva no mar. Mas meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman.”

Aos nove anos de idade, Margo e Quentin eram amigos e brincavam juntos. Só que Q não via Margo apenas como sua amiga, ele ficava nervoso todas as vezes em que iria encontra-la e ele imaginava que ela era a criatura mais linda e perfeita que Deus havia criado. Até que acontece algo que ninguém imaginava: Margo e Q encontram um corpo de um homem em uma árvore. Q fica em estado de choque e pede para ir embora, mas Margo, com toda a sua coragem, passa a investigar o assassinato.

“As pessoas dizem que amigos não destroem uns aos outros
O que elas sabem sobre amigos?”
                - “Game Shows Touch our Lives”, The Mountain Goats

Como sempre acontece quando nos tornamos adolescentes, a amizade entre Margo e Q muda eles continuam estudando na mesma escola, mas parece que deixaram de se conhecer. Não há mais brincadeiras e praticamente não há mais contato entre eles, apesar de Margo defender Q de seus ‘amigos maus’.

Margo sempre foi uma menina que gostou de planejar acontecimentos/vinganças e quando ela aparece, durante a madrugada, na janela do quarto de Q, não é diferente. Margo descobriu que seu namorado estava ficando com sua amiga e gostaria de se vingar, mas, para isso, ela precisa da ajuda de Q, pois as chaves de seu carro ficam no quarto de seus pais para que ela não pudesse sair.

Q é aquele tipo de garoto que não consegue negar nada a praticamente ninguém, principalmente a Margo. Eles têm a melhor noite de toda a sua vida, eles tiram foto do namorado de Margo nu, Margo pixa, eles raspam a sobrancelha do ‘amigo mau’ e se divertem muito. Margo surpreende Q e ele a surpreende por fazer coisas que ela não imaginava.

Q esta alegre demais e mal pode esperar para contar aos seus amigos, Ben e Radar, sobre a incrível noite que teve com Margo, além de imaginar como ela o trataria no colégio no dia seguinte, mas Margo não aparece no dia seguinte, nem no outro, nem no outro. A polícia é colocada em busca dela. Q começa a imaginar que Margo se matou, mas observa algumas coisas que mais ninguém vê: Como nas outras vezes que Margo ‘sumiu’ ela deixou pistas para que fosse localizada, mas será que Q conseguiria seguir todas elas?

Margo considera Jefferson Park, bairro onde eles moram, uma Cidade de Papel e, por esse motivo, decide que não quer ficar presa lá por muito mais tempo e foge.

Q e seus amigos passam por vários locais, inclusive perigosos, e pesquisam várias coisas até que eles descobrem o local em que Margo está e decidem viajar para encontra-la, mas o que ninguém esperava: Margo não queria ser encontrada.

Particularmente, amei o livro desde o primeiro parágrafo até uma parte perto do final. O livro é engraçado, há partes que você chora de tanto rir. Mas, não gostei do final, acho que John deixou o final muito vago, quando terminei o livro pensei: É isso? O que acontece?

Ou talvez, essa pequena decepção aconteceu por ter ido com muita ‘cede ao pote’, por ter imaginado que seria mais um livro fascinante. É um bom livro, não vou negar, mas o final ficou a desejar.

Informações adicionais:
Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 368
Nota da Leitora: 4 estrelas

8 comentários:

  1. Concordo plenamente com você. Em Cidades de Papel, o final foi um pouco decepcionante, porém o restante do livro valeu muito a pena.

    Beijos

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    1. Verdade Thamiris, é um livro muito engraçado
      Beijos

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  2. Oi, Bruna. Adorei a sua resenha. Eu já li esse livro e posso dizer que amei o livro, o final pode até ficado a desejar, mas creio que foi bem pensado, pois foram os momentos mais reflexivos do livro, e foi ali que eu passei a gostar mais da Margo.
    PS: No meu blog está rolando sorteio de Will e will, caso te interesse, deixo o link abaixo: http://decaranasletras.blogspot.com.br/2014/03/sorteio-de-pascoa-will-will-um-nome-um.html

    Até mais ver,
    Pedro S.
    De Cara Nas Letras

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    1. Olá Pedro, fico feliz que tenha gostado.
      Eu não detestei o livro, acho que só gostaria de saber o que mais acontece com a Margo e o Q.
      Visitarei seu blog com o maior prazer.
      Obrigada pelo carinho.
      Beijos

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  3. Oi :D
    Ainda não li, confesso que quero muito, apenas por ser do John Green.
    Li A culpa é das estrelas, e me apaixonei pela escrita dele. Mas já ouvi bastante que em Cidades de Papel ele decepcionou um pouco. Isso é triste :/
    Mas continuo querendo ler mesmo assim, kk
    Parabéns pela resenha, abraços.

    Mallú Ferreira
    http://semclichesporfavor.blogspot.com.br/

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    1. Mallú,
      Obrigada! O livro, em si, não é decepcionante. Apenas o final foi um pouco, mas isso também depende do ponto de vista de cada pessoa ao ler.
      Acho que achei decepcionante por ter ido com muita expectativa.
      Leia, acho que você irá gostar.
      Beijos

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  4. estou louca para ler este livro *-*
    nadaperfe.blogspot.com

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    1. Leia, pois apesar de tudo ou por tudo, ele vale à pena.
      Beijos

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