segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O Dom, James Patterson

Poderia ser melhor...

Sinopse: Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos... Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor... Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty... Ou para, finalmente, matá-la.

ATENÇÃO: Essa resenha pode conter spoilers do primeiro livro da série.

Resenha: Volume 1 - Bruxos & Bruxas

Mesmo após lutarem tanto, no primeiro livro, os irmãos Whit e Wisty não conseguiram o que queriam: a derrota do Único. 

Whit e Wisty estão desesperados, a Cidade está um caos e eles precisam liderar uma rebelião, seus soldados? Crianças revolucionárias. O foco do segundo livro parece alternar entre o desejo do Único de dominar a Cidade e seu desejo em deter o Dom de Wisty que é A Única que tem O Dom, mesmo sem ela saber que Dom é esse e pra que serve.

O Único, em um momento desesperador, coloca os irmãos Allgood em uma escola da N.O. para que possa descobrir mais sobre a origem do Dom de Wisty e fazê-la lhe entregar o poder que tanto almeja. Além de todos os problemas Wisty precisa aguentar Byron Cara de Fuinha que, aparentemente, desenvolveu um amor platônico por nossa querida bruxinha. O personagem continua engraçado e torna as cenas mais leves e divertidas e o crescimento que Patterson deu para ele é notável e me fez amá-lo ainda mais.

Como se não bastasse Wisty ter problemas, Whit também passa a tê-lo e isso se dá pelo fato de Célia – sua ex-namorada morta – voltar na forma de meia-luz. Whit se vê em uma ‘sinuca de bico’, ele precisa tomar uma decisão, mas não sabe qual e nem como. Os conselhos de Célia não são suficientes para fazê-lo decidir e ele ficar perdido ao longo do livro e em todas as cenas que ela aparece. A carga dramática aplicada nesse personagem me fez ficar um pouco balançada, mas os próximos dois livros nos explica determinadas coisas que não ficaram tão esclarecidas até então.

Em diversos momentos o livro me deu a impressão de que determinada cena já havia acontecido. Outro fato que incomoda um pouco durante a leitura é esperar que os personagens ajam de determinada forma, por conta de todos os fatores externos e internos, e os ver agir de uma forma completamente inconveniente e inoportuna. Apesar de Wisty estar decidida no que quer, essa decisão pode não ser tão positiva e me deu a sensação de que ela parece menos adulta e comete loucuras por achar que esta certa. A dúvida constante que há na mente dos irmãos torna-se irritante, em determinados momentos, mas o que mais me irritou nesse livro – assim como no primeiro – é o fato de os pais não terem treinado ou contado para seus filhos o que eles eram, isso explica o porquê de tantas dúvidas e medos, mas não os justifica.

O Dom foi o livro que menos gostei da série, até agora. Ele tem lá sua importância para a história, pois nos apresenta os irmãos de uma forma diferente e O Único nos dá alguma explicação de um motivo, mas acaba por aí, talvez esse livro pudesse ter sido anexado ao primeiro ou terceiro livro da série. Em contrapartida, esse livro me fez torcer muito para que Wisty e Byron fiquem juntos, acreditei na redenção de nossa fuinha e vi a necessidade de Wisty em ter alguém ao seu lado, mas não posso dizer o que acontece sem dar spoiler rs.

Não é um livro fantástico, mas também não é totalmente dispensado. Ele continua seguindo o padrão leve e descontraído do primeiro, apesar de não nos agregar muito. É uma leitura recomendada para quem gostaria de ler algo tranquilo.

Informações adicionais:
Título: O Dom
Autores: James Patterson e Ned Rust
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Nota da Leitora: 4 estrelas

2 comentários:

  1. Bru, não vou ler sua resenha por precaução. Eu ainda pretendo ler esses livros, quero surpresas! hahah Depois volto aqui.
    Beijos
    Tão doce e tão amarga.

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    1. Olá Tha,
      Melhor rs, às vezes achamos que não é um spoiler grande, mas é.
      Espero que goste da leitura.
      Beijos

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